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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Impulsiva moderna.

É fácil identificar uma mulher moderna. Olhe para o que ela veste!!!


Créditos: Imagens do site byMK. Look das usuárias: Alessandra*, GraziRizzuto e F. Angel

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Impulsiva na TPM





TPM em 4 fases
Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:

*Fase 1 - a Fase Meiguinha*
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal? Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo 'estou' ao invés da combinação 'estou ficando', torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas... Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: 'Tá tudo bem?' A resposta é um simples e seca: 'Ta' sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um 'Tem certeza?', que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso 'teenhoo.'. Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que... - Merda, viu!? - ela rosna de repente. - Que foi? A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!' Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado 'O que aconteceu?', você se pergunta. 'Tudo bem'. Você pensa: 'Acho que ela se livrou do encosto'. Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz. Pelo menos até daqui a 20 dias...


P.S.: O PIOR NÃO É ISSO, O PIOR É QUE ELAS ESTÃO LENDO ISTO E ESTÃO DANDO RISADA!!! ESTÃO DIZENDO, SOU ASSIM MESMO, E DAÍ?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

 
Quando parei pra fazer o post de hoje, fiquei meio na dúvida sobre se devemos gostar da existência desse dia ou se isso já não deveria fazer parte do passado, detesto os discursos feministas. Eu sei que existe toda uma história legal, um passado, e ainda um presente, de repressões, injustiças, desigualdades e afins. Mas sinceramente pra mim, não é uma data comemorativa que vai mudar isso. O que conquistamos até hoje, não dependeu dessa comemoração, não é mesmo? Seria mais divertido se servisse pra ganhar presente, mais quem ganha?? Tudo bem estou sendo rabugenta e, se existe a data, não serei a única do contra né. Então, Feliz Dia Internacional da Mulher!!!! (Espero que meu maridinho me dê pelo menos um beijinho especial, hoje. risosssss!!!)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Impulsiva contando histórias


"TENTA SIM, VAI FICAR LINDO!!!"


Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me
render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez
quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim.
Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra
coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram
que isso aconteceria. Mas não esperava eue por trás disso, e bota
por trás nisso, havia toda uma indústria
pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada??? Mas já que
era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves,
porque sabia lá o que me esperava? Coloquei roupas bonitas, assim,
pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.
Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata,
bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse
até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera
e logo entrei num longo corredor.

De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás
delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com
O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar
nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada
de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na
maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de
frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi
coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma
pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.

De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e
sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela
passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da
Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer
mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas
confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada
de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois
joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação ! ! !

E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha
Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.....

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse
saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive
coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até
procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de
ligar para o SAMU. Tudo isso buscando me concentrar em minha
expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia
esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter
aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou.

A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de
minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma
grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.

Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que
idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho
de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a
respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi
que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só
voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe
arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la.
Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela
estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à
luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista.>
Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse
envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo.

O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?>
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o
aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia
se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei
que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha
situação.

Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o
pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?

Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que
a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer
coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra
contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo
tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei
novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado
novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra
quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo
Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

foram dois segundos de choque extremo. "Baixe a calcinha...". Como
alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi
substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu.
O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até
bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...Namorar??? Eu estava com sede de vingança.

Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e
incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar
feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer
passeatas, criar uma lei anti-depilação cavada.

Queria comprar o domínio
É.... Mulher sofre!!!
 


"Esse texto foi enviado por uma amiga minha e não consta a autora do texto, Erika (trufinha) obrigada pelo email, ADOREI!!!"
Imagem: Getimagens